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Com uma linguagem dinâmica, boas ideias e muita vontade de contar histórias, Marcelo Augusto gosta tanto de escrever como de ler. Mas o gosto pela leitura nasceu por ele ter bebido de diversas fontes incluindo escutar as inenarráveis histórias do seu avô; quando menino pequeno.
Marcelo é especialista em transformar histórias em fábulas dramáticas ou divertidas, histórias sentimentais e encantadoras e faz isso com uma alegria difícil de ver. Nascido no "Rio de Janeiro" sempre adorou viajar e conhecer coisas novas e fez do mundo o maior observatório vivo para viver sua vida interagindo com pessoas, conhecendo hábitos, culturas e aprendendo que a vida é uma dádiva que deve ser sempre preenchida com conhecimento; se possível com muitas viagens à tira colo.
Foi através deste conhecimento que o hobby de escrever foi nascendo devagarinho. É deste poço infinito de informações que ele tira suas ideias para escrever. "Observar é preciso, mas saber guardar e tirar proveito da observação é uma arte e é dela que nascem sempre os meus melhores textos", afirma Marcelo sorrindo feliz por estar sendo entrevistado para o seu próprio site.
A resposta final é cativante. "Nos dias que vivo eu já supus vários roteiros para a minha vida, do nascimento a morte e dentre todos; nunca me vi tendo um site me apresentando e sendo observado pelas pessoas. No máximo, apenas um lugar para ser conhecido pelos livros e não pela minha vida". Ele é assim! Quieto e tímido quando tem de ser e irrequieto e dado a falar com todos no segundo seguinte. Uma dualidade amigável.
Desde pequeno teve um grande fascínio pelos livros de ficção e fábulas tendo como seus escritores prediletos, Isaac Assimov, Victor Hugo, Mary Shelley, Frank Herbert, Ray Bradbury e também escritores mais atuais como Harlan Coben, Terry Hayes, L.S. Hilton, David Baldacci, Leo Strauss, Kathryn Harvey, Robert Ludlum entre muitos que estão em suas vastas estantes de livros na sua casa.
Todos os livros, texto após texto, criaram a inspiração necessária para este aloprado escritor editar seus livros com humildade para mostrar ao público suas histórias e ideias. "Quem gosta muito de ler acaba amando escrever! É uma simbiose difícil de não se sentir! Você fica cheio de ideias e não colocar no papel se torna até um sacrilégio", ele fala despretensioso, sempre com um vasto sorriso no rosto.
Marcelo passeia por temas distintos como ficção, suspense, teologia, romance, comédia, drama, ação com muito bom humor e um detalhamento dos personagens personalizados impondo uma dinâmica que faz o leitor "ver as imagens como se fosse um filme". Isso faz parte da sua forma de escrever, algo que encanta na leitura levando o leitor para um mundo de imaginação onde ele pode sentir tudo, fechando os olhos; ouvindo e até mesmo os perfumes dos lugares se apresentam, já que ele mostra em suas narrativas detalhes sentimentais que afloram a pele.
Sua intenção é criar uma diversão motivando o leitor a pensar nos assuntos que destrincha conforme a leitura vai crescendo. Como todo bom livro, cada enredo tem início, meio e fim deixando sempre uma vontade de "quero mais" ao terminar a leitura.
Sua maior intenção quando se trata de escrever é divertir passando o seu olhar quase felino sobre a vida e suas questões; algumas fáceis de entender e outras nem tanto. Cada ponto levantado, conhecido ou desconhecido surge pelo farto repertório de leitura que o autor usa para propor suas ideias. É apenas uma forma de fazer o leitor pensar nos assuntos tratados em detalhes e promover um entretenimento com as suas histórias sem nenhum aspecto ou cunho político, histórico, pessoal, filosófico ou teológico — é apenas a sua vontade como escritor de mostrar como ele interage, sente e vê o mundo ao seu redor.
Afinal, para Marcelo a vida é um ciclo. Um rito de passagem que aparentemente é longo, mas na sua essência é bastante curto e cabe a todos aproveitar ao máximo suas próprias existências. Sua ideia é somente divertir criando um oásis na vida dos leitores com suas histórias — um grande liquidificador da vida humana — mesmo sendo boa parte ficção, os textos descritos nos seus livros afloram verdades que tocam a todos.
Marcelo fala sempre para os amigos que ter um olhar do próximo dentro do coração faz com que as palavras pulem através dos seus dedos, sem sentir, encantando suas histórias; afinal todas elas falam de pessoas e suas vidas.
Cada livro leva sua assinatura particular do autor em dissecar os personagens a ferro e fogo expondo suas entranhas através das suas qualidades e defeitos como toda história boa precisa contar. "Não existe personagem sem sentimentos, mesmo que somente apareçam nos profundos poços resguardados por corações tristes ou doentios, afinal, o ser humano pode ser o que quiser quando se trata de sentimentos. Feliz ou triste? Escolher ou não escolher já é uma escolha. Como tudo na vida é uma escolha pessoal e única", encerra Marcelo com mais um gole de vinho.
Um bom exemplo é um dos seus recentes projetos. Principia & Sphiria é um retrato da inventividade que ferve na mente deste escritor. No fundo cada força das palavras nasce e é escrita por causa de um espelho detalhado encrustado em universo de leitura que Marcelo sempre teve na sua vida e que agora está colocando em "uso" escrevendo seus próprios livros em vez de devorar muitas dezenas anualmente.
Para ele a diversão é fazer feliz cada um dos leitores e ele não vê uma melhor razão para um escritor que não seja se dedicar tanto escrevendo histórias incríveis para divertir e ensinar. Boa leitura quando você leitor estiver com um livro dele em suas mãos. Fascine-se e se divirta, pois é para isso que eles foram escritos.
"Não existe personagem sem sentimentos, mesmo que somente apareçam nos profundos poços resguardados por corações tristes ou doentios, afinal, o ser humano pode ser o que quiser quando se trata de sentimentos."
"Somos o resultado dos livros que lemos
e ler é voar por caminhos infinitos"
// biografia
Na minha humilde opinião, todo o escritor é uma pessoa cheia de ideias e que dá a sorte de conseguir colocar todas no papel. Conheci muitas, mas muitas pessoas mesmo que tinham boas ideias; mas na hora de escrever a coisa toda desandava. Outras desistiam. Outro grupo apenas não queria colocar as ideias por falta de interesse ou porque dava trabalho ler e escrever. Sim! Escrever dá trabalho.
Não existe um excelente escritor que não leia muito. Uma coisa puxa a outra. E tudo isso eu vi antes da era da inteligência artificial que pode até escrever um livro inteiro; mas se o livro não tem a alma de um escritor, pra mim, o texto fica seco e sem vida. Para os eleitos que conseguem escrever um livro eu tenho um termo interessante: Força de vontade e Disciplina, dois sentimentos fundamentais para os escritores.
Cada um deve se atrever, ao entrar neste mundo, a fazer as coisas do seu jeito e a melhor forma de ir sem desistir é você fazer isso sendo meio Santo, e meio "não tão Santo assim". Cada um tem sua forma e ritmo, não se importe com o resto. Apenas escreva e vá em frente. Mas acredite, será um caminho complexo. Estar vivendo pela leitura é saber que você sempre deverá estudar e aprender.
Toda a mágica nasce no teclado conforme você redige. Fato! Não tem forma melhor! É um mundo próprio e único para cada escritor. As pessoas estão sempre gerando coisas interessantes a partir de boas ideias, muitas vezes das suas experiências de vida e em outras, da farta imaginação — contando histórias, redigindo enredos para criar aquela vontade impossível incutida nas pessoas de quererem terminar de ler o livro porque estão amando a história.
Todo escritor é um leitor inveterado. Pelo menos, são os que eu conheci. Essa é a via "cruzes" de cada escritor: achar nas ideias a base para criar sua assinatura autoral ao escrever.
Então eu vou dizer logo. Não é fácil escrever. A vida de escritor não é do tipo que você liga o automático e as palavras vão saindo uma atrás da outra como se fosse uma ideia contínua. Antes de um livro ser considerado sucesso, por detrás teve muito esforço, horas e horas com um combate contínuo entre as letras e as palavras para que o tom certo encaixe perfeitamente — palavras com intenções criando o enredo que o escritor quer no final de cada um dos seus capítulos.
É um desafio diário ir e vir dentro das histórias para criar os laços nos relacionamentos, criando pontos focais para a leitura ser construtiva do início ao fim. Algumas vezes capítulos curtos levam dias. Outras vezes os capítulos longos parecem ter vida própria e se escrevem sozinhos, surgindo por mágica na mente e atravessando os circuitos elétricos do corpo até os dedos.
O "papel" do escritor dos dias de hoje é a tela em branco do Word que recebe as palavras friamente. Nada de IA. Nada de atalhos. Nada de coisas fáceis. Escrever é um trabalho árduo que requer dedicação. E é assim que a coisa acontece, dia após dia. Não será diferente com você se um dia a doença do "escritor" pairar nas suas veias. Se acontecer, abrace e vá em frente. Escrever é um vício delicioso e maravilhoso ao mesmo tempo.
O ato de escrever é igual a um bom livro: tem início, tem o meio e tem o fim. O início é o que eu chamo de "avaliação" — tudo nasce do nada. Às vezes escrevendo, outras andando ou vendo uma cena que gerou impacto para um roteiro ainda desconhecido. Avalio o roteiro, pontuo as ideias principais e descrevo os personagens o máximo que posso, deixando tudo pronto para o passo seguinte.
O meio é a "concepção" formal do diálogo entre os capítulos — enumerando os títulos e o rito dinâmico do processo de leitura, criando os laços, os apelos e o estilo de cada personagem. No final, após os dois primeiros atos, vem o que chamo carinhosamente de "redenção": roteiros, estilo, sintonia dos textos, força do impacto dos capítulos — tudo é analisado. Então imprimo página por página e leio calmamente, preparado para ser o maior crítico de mim mesmo.
Quando se trata de ficção científica, é necessário pesquisar, analisar e entender como o texto tem que se tornar crível, mesmo sendo uma história que navega pelo impossível. A parte da pesquisa é fundamental para substanciar as ideias e os contextos dos enredos. Pra mim, escrever sem sentimentos é meio impossível. Com eles, o impossível se torna verossímil.
Tenho a sorte às vezes de ser abençoado com um dia onde tudo se encaixa e as palavras surgem com uma autoridade difícil de compreender. Chamo estes lindos dias de "dias abençoados pela santa escrita". São em dias assim que simplesmente as palavras aparecem e se mostram perfeitas para tudo que estou escrevendo. Escritores são grandes algozes das suas escrituras — é um tipo de mal que abate todos os escritores que amam o que fazem.
Tudo ajuda na concepção de um livro e quanto mais você ler, viajar, perguntar, viver e desejar aprender sobre as coisas com um olhar de admiração e vontade para se inspirar, mais facilmente as histórias irão aparecer. As ideias vão florescer. É assim que pra mim, como escritor, as coisas aconteceram e ainda acontecem.
No final, meu único pensamento é bem simples: eu só quero que minhas histórias façam sentido para você, meu caro leitor, tanto quanto fazem pra mim. Tendo isso como fato realizado, já sou grato o bastante para querer escrever mais e mais, pondo minhas histórias para o mundo. E escrevendo para o mundo, quem sabe uma delas chegue até você.
// biografia
// marcelo aguiar
Imagem gerada pela IA “Leonardo”.
"Apenas alguém que quer ir embora deste mundo, em algum dia do outono escrevendo."
"Hoje eu simplesmente escrevo tudo que amo. Tenho mais de quarenta roteiros prontos. Quisera eu ter mais braços para poder escrever uns dez livros por ano; mas aceito o delicioso fardo de conquistar a mim mesmo com cada palavra que escrevo."
"Apenas alguém que quer ir embora deste mundo, em algum dia do outono escrevendo". A frase pega qualquer um de surpresa, pois ele nunca viu alguém morrer de tanto escrever ou soube de algo parecido.
Marcelo se diz um adorador de livros e um devorador mais voraz ainda. Escrever é uma atividade prazerosa que toma parte do seu tempo; normalmente à noite e nos finais de semana quando consegue espaço para colocar suas ideias em histórias e então transportar para as palavras. Cumpre uma rotina sútil para não interferir no seu trabalho diário, mesmo quando acontece de uma boa ideia surgir no meio da semana. Cada texto ele procura fazer com um detalhamento acima da média usando as suas pesquisas para não se perder em tantos assuntos que precisa administrar.
Redige notas, acerta os textos, cria os roteiros e cumpre uma rotina de produção textual por pelo menos duas horas diárias mesmo que isso venha a acontecer de madrugada. Mas os seus dias são apinhados de muitas coisas a se fazer e às vezes as duas horas utilizadas para este seu hobby se tornam apenas alguns minutos.
Ele tenta evitar, mas nem sempre consegue. "Trabalho primeiro, lazer depois! Amo escrever, mas existem coisas que pontualmente estão à frente", fala em tom professoral ao ser arguido sobre isso. Seu dia a dia é bem agitado. Antes ou depois, dependendo de como as coisas vão, ele primeiro cuida de si.
Exercícios são matutinamente obrigatórios. Aí vem o trabalho que ele ama tanto sendo Diretor de Planejamento! Marcelo prepara projetos, responde e-mails, preenche postagens, estuda, administra seus contatos no Linkedin e prepara textos para uma enxurrada de projetos que sua empresa administra. Depois sai tendo uma rotina diária de reuniões.
Ele verbaliza que viver nos dois mundos é a melhor coisa que lhe poderia acontecer porque acelera sua criatividade através dos contatos; da troca com os profissionais que conhece e que alimenta as suas ideias. É neste "troca a troca" diário na convivência com muitas pessoas dos mais diversos formatos, idades, profissionalismo e conhecimento — neste caldeirão precioso — que muitas das boas coisas acontecem. Principalmente as boas sacadas e ideias.
Suas experiências de vida, suas histórias engrandecem seu repertório de textos o tempo todo criando malabarismos autorais. E é neste malabarismo que ele vive, de segunda a segunda, sendo feliz e humildemente se esforçando para fazer todos à sua volta felizes. Logicamente ele tira um tempo para o seu segundo esporte preferido, viajar. Suas viagens criam uma cola unificadora com um sentimento apurado de aprender com o desconhecido.
"Arriscar é preciso, mesmo sendo para coisas prazerosas! Quanto mais arrisco, mais vou aprendendo, mais ganho nas boas coisas que acontecem em minha vida". Gosta de dizer que seus melhores momentos aparecem em duas ocasiões. Na conversa com a sua esposa que tem a capacidade real de ler seus pensamentos; e ele não duvida disso.
A segunda, na imensa solidão tardia da madrugada quando acaba achando as palavras "quando as máquinas param" como dizia um grande amigo já falecido. Nessas horas as coisas acontecem. "Pra mim, neste momento um bom livro cai muito bem. É no silêncio profundo que eu consigo ter minhas melhores ideias". Marcelo completa: "E é nestas lindas horas sem som que incríveis coisas aparecem e podem acontecer! Chamo isso de 'hora' do coração".
Em certo momento Marcelo diz que nem sempre foi fácil escrever até não ser. Lá no início em 1998 ele escreveu o seu primeiro texto, uma adaptação complementar romanceada para um dos livros mais fascinantes de ficção científica que ele ama muito, escrito por Frank Herbert, DUNA. No início uma brincadeira para ver como se sentia com as próprias palavras criando uma história continuada a partir das múltiplas vezes que leu os romances inteiros da história de DUNA. Para quem não sabe, DUNA é um compêndio de 10 livros, talvez mais porque o filho de Frank, Brian, continua escrevendo respeitando o legado do pai.
Na época, este texto pioneiro foi escrito a mão em um caderno e outra parte em uma máquina de escrever Olivetti antiga. Com uma dezena de capítulos prontos sobre uma das sagas de ficção científica mais emblemáticas que existem, ele — sem perceber na hora — fez a coisa errada. De muitas maneiras se sentiu pequeno por tentar dar continuidade em uma história tão bem engendrada e escrita. Um rompante amador.
Foi pedir a opinião dos outros. Querendo apoio ele mostrou para uma "conhecida próxima" que falou claramente que ele não tinha tino para imaginar e muito menos talento; tanto para escrever e mais ainda para contar boas histórias. O desânimo foi tão grande que ele jogou fora o caderno e as páginas datilografadas e se arrepende até hoje por ter feito isso e, pior, se arrepende de ter aceitado a opinião de outra pessoa sem saber a sua própria.
Por causa disso Marcelo ficou desativado por anos sem escrever até que a paixão voltou arrebatadora e ele não se conteve. Mas a lição ficou. Ele mudou. Aprendeu muito. Com calma repensou milhares de coisas. Fez cursos. Leu mais ainda. Procurou escritores para conversar. Fez tudo que um bom curioso precisa fazer para poder se aprimorar, tornando-se minimamente consciente do que é possível fazer com suas palavras. Encontrou o caminho e foi em frente sem olhar para dúvidas ou pensar que poderia falhar ao escrever.
"Hoje eu simplesmente escrevo tudo que amo. Tenho mais de quarenta roteiros prontos, mas em média eu só consigo escrever um ou no máximo dois livros por ano. Quisera eu ter mais braços para poder escrever uns dez; mas aceito o delicioso fardo de conquistar a mim mesmo com cada palavra que escrevo e disso eu não abro mão".
Hoje ele se sente pleno sabendo que tudo que escreve o preenche totalmente. As histórias são o Marcelo! O interessante é que o Marcelo faz parte das histórias porque ele sempre se sente sendo um dos personagens do livro — e é assim que ele quer ser visto pelos seus leitores quando imergem no mundo de fantasia que ele escreve.
A razão é simples! Eu não me vejo fazendo outra coisa!
— Marcelo Aguiar
"Pássaros têm asas, pessoas têm livros. Ambos dão a liberdade que você precisa"
// texto do escritor
"A opinião sobre o que é ser um escritor e como as ideias aparecem."
Na minha humilde opinião, todo o escritor é uma pessoa cheia de ideias e que dá a sorte de conseguir colocar todas no papel. Conheci muitas, mas muitas pessoas mesmo que tinham boas ideias; mas na hora de escrever a coisa toda desandava. Outras desistiam. Outro grupo apenas não queria colocar as ideias por falta de interesse ou porque dava trabalho ler e escrever. Sim! Dá trabalho. Não existe um excelente escritor que não leia muito. Uma coisa puxa a outra. E tudo isso eu vi antes da era da inteligência artificial que pode até escrever um livro inteiro; mas se o livro não tem a alma de um escritor, pra mim, o texto fica seco e sem vida.
Para os eleitos que consegue escrever um livro eu tenho um termo interessante. Disciplina e vontade, dois sentimentos fundamentais para os escritores. Logicamente que isso é algo muito pessoal. Tive que tê-los nos muitos anos quando comecei a escrever. Cada um deve se atrever, ao entrar neste mundo em fazer as coisas do seu jeito e a melhor forma de ir sem desistir é você fazer isso sendo meio Santo, e meio "não tão Santo assim". Cada um tem sua forma e ritmo, não se importe com o resto. Apenas escreva e vá em frente.
Não é fácil escrever e mais ainda personalizar tudo no seu estilo; "falo" isso por conta própria. Estar vivendo da criação e destruição de mundos, universos, dores, tristezas, alegrias e ilusões não é fácil porque você precisa estudar e aprender. Toda a mágica nasce no teclado conforme você redige. Fato! Não tem forma melhor! É um mundo próprio e único para cada escritor. As pessoas estão sempre gerando coisas interessantes a partir de boas ideias, muitas vezes das suas experiências de vida e em outras; da farta e muita imaginação contando histórias redigindo enredos para criar aquela vontade impossível incutida nas pessoas por quererem terminar o livro por que o leitor está amando a história que está lendo. Todo escritor é um leitor inveterado. Pelo menos, são os que eu conheci.
Essa é a via "cruzes" de cada escritor. Achar nas ideias, a base para criar sua assinatura autoral ao escrever. Então eu vou dizer logo. Não é fácil escrever. A vida de escritor não é do tipo que você liga o automático e as palavras vão saindo uma atrás da outra como se fosse uma ideia contínua. Isso não existe. Ler não é escrever e vice versa. Eu nunca li uma biografia de um escritor que fosse assim; se existe, desconheço.
Antes de um livro ser considerado sucesso, por detrás teve muito esforço, horas e horas com um combate contínuo entre as letras e as palavras para que o tom certo, nessa maravilhosa experiência chamada escrever; encaixe perfeitamente palavras com intenções criando o enredo que o escritor quer no final de cada um dos seus capítulos. É um desafio diário ir e vir dentro das histórias para criar os laços nos relacionamentos criando pontos focais para a leitura ser construtiva do início ao fim.
Algumas vezes capítulos curtos levam dias. Outras vezes os capítulos longos parecem ter vida própria e se escrevem sozinhos utilizando mais rápido do que você poderá imaginar e que parece, sem aviso, surgir por mágica na mente atravessando os circuitos elétricos do seu corpo como acontece com o meu passando pelo braço e indo se instalar nos dedos somente para acompanhar as ideias que nasceram sabe-se lá de onde e que foram parar na tela de um computador.
O "papel" do escritor dos dias de hoje é a tela em branco do "Word" que recebe as palavras friamente. Nada de IA. Nada de atalhos. Nada de coisas fáceis. Escrever é um trabalho árduo que requer dedicação. E é assim que a coisa acontece, dia após dia nas horas dos meus dias como escritor. Não será diferente com você se um dia a doença do "escritor" pairar nas suas veias. Se acontecer, abrace e vá em frente. Escrever é um vício delicioso e maravilhoso ao mesmo tempo.
O ato de escrever é igual a um bom livro, tem início, tem o meio e tem o fim. O início é o que eu chamo de "avaliação". Tudo nasce do nada. Às vezes escrevendo, outras andando ou vendo uma cena que gerou impacto para um roteiro ainda desconhecido. Mas eu posso afirmar que, quando este instante insano acontece, eu me acalmo e penso no assunto abrindo minha mente. Avalio o roteiro, pontuo as ideias principais e descrevo os personagens o máximo que posso deixando tudo pronto para o passo seguinte.
O meio que é a "concepção" formal do diálogo entre os capítulos enumerando os títulos e o rito dinâmico do processo de leitura já criando os laços, os apelos, o estilo de cada personagem e suas características que vão completar o roteiro. Este é o momento da arrumação, o ato unificador desenvolvido de forma necessária para não me perder nos detalhes que podem escapar.
No final, após os dois primeiros atos é a parte que chamo carinhosamente de "redenção". Roteiros, estilo, sintonia dos textos, força do impacto dos capítulos; tudo é analisado e enfim eu deixo tudo quieto e imprimo, página por página e vou ler calmamente preparado para ser o maior crítico de mim mesmo. Então! Leio o livro inteirinho de ponta a ponta algumas vezes para achar os desvios que preciso colocar de volta no caminho da redação contínua fazendo uma revisão que mesmo assim, muitas vezes passa despercebida com erros por causa dos olhos cansados e maturados. Leio com prazer e sorrisos.
Posso dizer que amo as três partes e me divirto muito em cada uma delas. E mesmo assim, se eu fosse tecer o tempo todo este trabalho; creio que nunca terminaria um único livro por causa das preciosidades que me atenho a tentar fazer da escrita, algo perfeito. O que dizer? Coisas de um homem inquieto.
Quando se trata de livros sobre ficção não é fácil você ter uma biblioteca mental para gerar conteúdo por mais que você seja um fascinado pela ficção científica como eu sou; aliás, é o tipo de livro que mais amo escrever por causa da versatilidade e fertilidade que é permitida neste tipo de literatura universal. Mesmo eu tendo uma boa memória é necessário pesquisar, analisar, entender como o texto tem que se tornar crível, mesmo sendo uma história que navega pelo impossível.
Muitas matérias ajudam na construção das ideias pontuadas e isso não é diferente em um romance ou em cenas de mistério e ação. Pode não parecer, mas a parte da pesquisa é fundamental para substanciar as ideias e os contextos dos enredos; no fundo é aquela união de prazer, carinho, vontade e afeto pelo texto que cria uma constância perfeita no encaminhamento das ideias. Pra mim, escrever sem sentimentos é meio impossível. Com eles o impossível se torna verossímil.
Pode parecer estranho, mas preencher a folha de papel em branco com as letrinhas é um trabalho bem difícil, mas é o tipo de trabalho que foi "feito" para ser assim. É um trabalho, para quem gosta de verdade do árduo e necessário empenho que se reflete no esforço que é recompensado no final.
Têm dias que escrevo duas páginas, em outros escrevo trinta. Tudo depende da minha volátil animação para que as palavras saiam preenchendo o papel com o texto certo e essa intimidade que recai sobre a forma de escrever com as palavras; é sorrateira e muitas vezes surpreendente.
Tenho sorte às vezes de ser abençoado com um dia onde tudo se encaixa e as palavras surgem com uma autoridade difícil de compreender. Chamo estes lindos e carinhosos dias de "dias abençoados pela santa escrita". São em dias assim que simplesmente as palavras aparecem e se mostram perfeitas para tudo que estou escrevendo.
Neste período de construção da narrativa minha mente se perde nos detalhes e quando o livro está pronto; pra mim, parece sempre não estar completo, por faltar alguma coisa que a minha calejada visão não consegue alcançar. Escritores são grandes algozes das suas escrituras. Dos seus textos não importando de que trama, estejamos falando. É um tipo de mal que abate todos os escritores que amam o que fazem.
Não tenho uma dica pra dar sobre como ou quando escrever, mas posso mostrar como eu faço. Todos os meus livros nasceram de um esboço geral. Isso é um ritual igual para todos. Outros de ideias que surgiram quando eu caminhava na praia ou dirigia o meu carro em alguma viagem ou até mesmo no curto trajeto até o trabalho. Não existe momento para uma boa ideia possa aparecer, o truque é você não perdê-la. Ela surge do nada, cheia de carinho e se você não a pega, pode se arrepender por ela nunca mais dar as caras na sua mente.
Pode acreditar! Nenhum dos meus livros nasceu de uma ideia pré-concebida detalhe por detalhe. Isso pode ser bom para outros escritores, pra mim a coisa é diferente. O processo de concepção nasce naturalmente, algumas vezes através de leituras e outras até mesmo de algo que vi na rua passando que gerou uma parte da narrativa na cabeça. Tudo é possível onde sua mente está envolvida. Uma coisa puxa a outra, encaixa aqui, melhora ali e então; nasce a ideia do enredo para o livro que eu quero escrever.
Sendo assim o final tem tudo para ser apoteótico. Nada feito pela razão sai torto. Tudo ajuda na concepção de um livro e quanto mais você ler, viajar, perguntar, viver e desejar aprender sobre as coisas com um olhar de admiração e vontade para se inspirar; mais facilmente as histórias irão aparecer. As ideias vão florescer. É assim que pra mim, como escritor, as coisas aconteceram e ainda acontecem.
No final! Tudo faz parte de mim no que diz respeito sobre escrever com felicidade explícita. No final meu único pensamento é bem simples! Eu só quero que minhas histórias façam sentido para você meu caro leitor tanto quanto fazem pra mim. Tendo isso como fato realizado, já sou grato o bastante para querer escrever mais e mais pondo minhas histórias para o mundo. E escrevendo para o mundo, quem sabe uma delas chegue até você.
Boa leitura!
Marcelo Augusto
No final meu único pensamento é bem simples! Eu só quero que minhas histórias façam sentido para você, meu caro leitor, tanto quanto fazem pra mim. Tendo isso como fato realizado, já sou grato o bastante para querer escrever mais e mais.
"A escrita apenas se alimenta na leitura. A escrita é para a vida. A leitura é para a alma"
// os livros e suas histórias
Este é o tipo de texto que de tempos em tempos precisa ser atualizado conforme os livros forem sendo editados. Marcelo, normalmente edita um ou dois por ano. Mais do que isso é meio impossível nos dias atuais por diversas razões que o homem misterioso não compartilha. Depende muito da história e do quanto de pesquisa será necessária desenvolver para a evolução contínua do que está sendo redigido.
Rindo quando forneceu este texto, Marcelo diz que gostaria de viver mil anos para escrever mais de mil livros; mas sabe muito bem que não é possível e por isso escolhe escrever as histórias que mais gosta. Vai pinçando nos inúmeros títulos que tem na cabeça ou que estão detalhadamente inseridos “na nuvem do seu computador”.
É nesse mesmo computador que existe uma lista com mais de oitenta obras acabadas e inacabadas já compiladas nos seus roteiros para que um dia ele consiga escrever as ideias que surgem quando passa pela Lagoa Rodrigo de Freitas, passeando ou andando as grandes ladeiras de Santa Tereza ou imerso na beleza natural da Floresta da Tijuca. Rio de Janeiro é uma grande inspiração a céu aberto, fala rindo um Marcelo que conhece cada pedacinho de chão da cidade maravilhosa. No fundo! O Brasil! O Mundo e sua vastidão, todos juntos e misturados por causa da sua diversidade são ótimas inspirações para quem tem olhos e que generosamente quer ver.
“A natureza das coisas está na experimentação e é dela que nascem as melhores coisas, os livros completam e a imaginação faz o resto” relata Marcelo mostrando uma foto sua de uma viagem recente que fez.
Certa vez ele confidenciou a um amigo que suas ideias nascem por quatro vias distintas indo além das pesquisas. As quatro são primorosas: observação do mundo, livros que ama ler, passeios e viagens e os sentidos que guarda como vê sua própria vida em detalhes através dos seus olhos.
“Sou apenas um bom observador que ama livros e gosta de conversar com as pessoas, não vejo combinação melhor para ser um escritor além do amor que tenho pelas letras e palavras”. Foi assim que ele definiu sua vontade enorme de escrever sempre nos seus dias sem perder a beleza que a vida mostra saindo do seu escritório e indo “navegar em outras águas” pelo mundo a fora.
Cada livro é parte da história que vive nos seus dias fala novamente um sorridente Marcelo bebendo uma taça de vinho que parece deliciosa pelo trato respeitoso que ele tem para com o líquido avermelhado, um dos seus maiores prazeres depois da leitura.
“Criar uma história não é fácil, mas mais difícil é organizar as ideias sem ferir o ritmo da leitura e o roteiro original. Além de ter uma imaginação deliciosamente fértil é necessário compreender o elemento humano na construção dos personagens. Ninguém é igual a ninguém, nem mesmo os irmãos gêmeos. A diversidade existe nos detalhes.”
Sem saber que a pergunta seguinte é sobre essa vontade incessante de ler, Marcelo completa seu raciocínio revelando sobre seu jeito de ver o mundo. “Gosto de ter conhecimento. Saber das coisas. Sabe! Uma pesquisa feita na Inglaterra diz que a primazia reside em pessoas que conseguem se esforçar por mais de dez mil horas contínuas.”
A taça de vinho resplandece pela luz do sol neste dia de outono. Simpático e com uma fala mansa, ele levanta o copo como se fosse fazer um brinde e indica com os olhos os livros depositados nas estantes. “São tão bons quanto este vinho, muitas vezes melhores”.
Foi na infância que tudo começou. O hábito da leitura se tornou um fascínio para a vida toda. Sua mãe, Nely, sempre foi o amor da sua vida e teve papel fundamental nisso.
Em 2012 Marcelo começou a escrever seu primeiro livro, concluído em 2015. Ele o chama de seu primeiro “filho”. Uma trilogia completa que se passa em solo brasileiro.
“Depois do primeiro eu não consegui mais parar. O hábito se tornou uma tentação acima dos limites razoáveis. Se tornou um ato insano dedilhar o teclado.”
Nos últimos doze anos ele se debruçou sobre as histórias que quer contar. Marcelo desenvolve livros baseados em suas crenças, ideias, vivências e em uma mente criativa que busca tocar o coração das pessoas.
"Sou apenas um bom observador que ama livros e gosta de conversar com as pessoas, não vejo combinação melhor para ser um escritor."
"Criar uma história não é fácil, mas mais difícil é organizar as ideias sem ferir o ritmo da leitura e o roteiro original. Ninguém é igual a ninguém, a diversidade existe nos detalhes. As pessoas são maravilhosamente diferentes em suas formas de transcenderem em suas vidas."
Os livros são para o mundo e sempre serão uma espécie de legado para divertir, pensar e, se eu tiver sorte, deixar os dias mais mágicos na vida das pessoas. Este é o meu legado.
"Quem escreve um livro cria um castelo. Quem lê mora nele"
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